COMO O TRABALHO COM SCANNERS INTRAORAIS MUDA

02/09/2026
Digitalização do consultório odontológico: como trabalhar com scanners intraorais e CAD/CAM
A digitalização não muda apenas as ferramentas. Muda a forma como o consultório odontológico organiza o trabalho, gerencia a informação e utiliza seus espaços.

Não se trata simplesmente de substituir algumas ferramentas tradicionais por dispositivos mais modernos. Todo o fluxo operacional muda: desde a moldagem até o design, até a criação do produto protético.

Scanners intraorais e sistemas CAD/CAM permitem adquirir, processar e transferir informações em formato digital. Para realmente aproveitar essas tecnologias, porém, não basta adquiri-las: elas devem estar corretamente integradas nas atividades diárias do consultório.

Da moldagem tradicional ao escaneamento intraoral

No procedimento tradicional, a reprodução da boca do paciente geralmente é obtida por meio de materiais de moldagem, moldeiras e modelos físicos posteriores.

O scanner intraoral, em vez disso, permite que as superfícies dos dentes e tecidos sejam adquiridas opticamente, gerando um modelo digital tridimensional. Os dados coletados podem ser exibidos na tela, verificados e utilizados nas fases subsequentes do projeto.

A possibilidade de substituição completa do método tradicional depende do tratamento, da extensão do exame, do aparelho utilizado e da experiência do operador.

Como funciona o fluxo digital

O fluxo da odontologia digital pode ser resumido em três fases principais.

1

Digitalizar

O scanner intraoral detecta as superfícies da boca e produz um modelo digital tridimensional.

2

Projeto CAD

O modelo é processado com software para projetar digitalmente o produto.

3

Produção CAM

O projeto é enviado para o sistema utilizado na fabricação, como uma fresadora ou impressora 3D.

As diferentes fases podem ser geridas dentro da mesma estrutura ou divididas entre o consultório dentário e o laboratório dentário.

Uma revisão científica descreve o fluxo protético digital através da aquisição tridimensional, projeto CAD e fabricação do produto.

Uma conexão mais direta com o laboratório

Uma das mudanças mais relevantes diz respeito à gestão da informação.

O modelo digital pode ser arquivado e, quando os sistemas forem compatíveis, compartilhado eletronicamente com o laboratório. Isso pode tornar a troca de dados mais direta e facilitar a discussão entre o dentista e o técnico em prótese dentária.

Contudo, o digital não elimina a necessidade de trabalhar com cuidado. A qualidade da digitalização, a preparação do campo, a estratégia de aquisição e a compatibilidade entre scanners, software e sistemas de produção continuam a desempenhar um papel crucial.

A tecnologia pode tornar o processo mais linear, mas deve ser acompanhada de procedimentos precisos, pessoal treinado e espaços bem organizados.

O que muda para o paciente

A moldagem digital pode ser mais agradável para muitos pacientes porque evita o uso de material de moldagem tradicional na boca.

Esse aspecto pode ser particularmente apreciado por quem tem reflexo de vômito acentuado ou vivencia o procedimento tradicional com desconforto.

Uma revisão sistemática encontrou uma preferência geral dos pacientes pelo escaneamento intraoral e uma melhor experiência em termos de conforto. Os resultados devem, no entanto, ser avaliados em relação às diferentes aplicações protéticas.

A digitalização também envolve espaço

Quando uma nova tecnologia chega, tendemos a focar a atenção no seu desempenho. Na prática diária, porém, também importa a forma como se insere no ambiente de trabalho.

Um scanner intraoral deve ser:

facilmente acessível;
armazenado corretamente após o uso;
protegido contra impactos acidentais;
conectado a uma estação de trabalho de computador adequada;
organizado junto com seus acessórios;
transferível quando usado em vários locais.

Se scanner, computador, mouse, teclado, cabos e acessórios não tiverem um local definido, você corre o risco de criar uma estação de trabalho improvisada e pouco funcional.

K-IOS: a estação móvel para scanner intraoral

Para atender a esta necessidade, a Iride International projetou o K-IOS: um carrinho destinado a integrar scanner intraoral, laptop e acessórios relacionados em uma única estação móvel.

Não se trata de uma simples superfície de apoio, mas sim de um móvel pensado em função das necessidades operacionais geradas pela digitalização digital.

gaveta dedicada ao scanner, forrada internamente com esponja corrugada;
espaço para laptop, teclado, mouse e acessórios;
gavetas e porta frontal para manter o equipamento arrumado;
rodas para mover a estação de trabalho pelo estúdio;
parede traseira removível para facilitar o acesso ao computador;
orifícios traseiros para facilitar a ventilação do PC.

Uma tecnologia que acompanha o profissional

Graças às rodas, o K-IOS pode ser movido entre as diferentes estações de trabalho do estúdio.

O scanner, portanto, não precisa ficar preso a uma única área operacional: a estação pode acompanhar o profissional onde for necessário, em relação à organização dos ambientes e procedimentos internos.

Um local dedicado também permite manter a tecnologia e seus acessórios juntos, proteger o scanner após o uso e tê-lo disponível quando for necessário.

Ter um scanner não é suficiente.
Precisamos torná-lo verdadeiramente acessível, protegido e pronto para funcionar.

A nova prática odontológica começa na organização

Scanners intraorais, software CAD e sistemas CAM estão mudando a forma como muitos artefatos dentários são adquiridos, projetados e produzidos.

Essa transformação não envolve apenas tecnologia. Envolve espaços, procedimentos e a organização das pessoas que trabalham no ateliê.

Para que um fluxo digital seja verdadeiramente funcional, cada elemento deve encontrar o seu lugar.

Organize seu fluxo digital

K-IOS é o carrinho projetado pela Iride International para armazenar o scanner intraoral, organizar a estação de trabalho do computador e mover o sistemaonde é necessário.

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